Por sete anos seguidos, estive na escala do plantão de carnaval. Enquanto todo mundo se divertia nas ruas, voltava da praia ou simplesmente curtia o ar-condicionado de casa, eu pegava o crachá e ia para a redação.
Nada de churrasco com amigos. Nada de blocos. Nada de praia. E, por ironia do destino, nem a Sapucaí, que ficava ao lado do jornal, eu podia aproveitar.
O Trabalho Que Virou Um Roteiro Repetitivo
Saía de casa às 15h para enfrentar um trajeto de 15 a 20 minutos que, no carnaval, virava 1h30 de trânsito e ruas bloqueadas. Se fosse de metrô, chegaria coberta de purpurina alheia, suor e cheiro de álcool. Como se a jornada já não fosse desconfortável o suficiente.
Na melhor das hipóteses, voltava para casa às 2h30 da manhã, quando não havia mais chance de nova impressão do jornal. Até lá, ficava de prontidão, caso precisasse alterar uma página.
“Ah, mas devia ser incrível estar ali, escolher as melhores fotos, ter acesso às fofocas dos camarotes antes de todo mundo, carregar o crachá de um dos maiores jornais do país!”
Não. Não era.
A novidade da primeira vez até pode enganar. Mas depois de um tempo, percebi que, enquanto as escolas de samba desfilavam sem parar diante da redação, minha vida parecia seguir o mesmo roteiro, ano após ano, entre a Avenida Presidente Vargas e a Praça da Apoteose. A diferença é que elas eram aplaudidas, e eu, no máximo, ganhava um lanchinho frio na redação gelada, junto às outras almas da escala.
E sem que eu percebesse, isso virou um trauma profissional.
Quando Você Não É Visto, Seu Trabalho Também Não É Valorizado
“Mas você trabalhava em jornal! Não ganhava convite pra camarote, show, teatro?”
Então… eu era designer. Trabalhava com a Marca do jornal. Criava páginas, infográficos, cadernos especiais. Fazia parcerias para despertar o desejo de consumo. Um trabalho essencial, mas invisível. O prestígio sempre ficava com os jornalistas. Mas isso é papo para outro post.
O ponto é que, apesar de tudo, eu amava o que fazia. E por muito tempo, acreditei que fazia sentido estar ali.
Até que não fazia mais.
E quando essa ficha caiu, as sequelas vieram.
O Problema Nunca Foi o Carnaval—Foi a Falta de Propósito
O problema nunca foi trabalhar no carnaval. O problema era trabalhar sem um porquê, sem um propósito que fosse além de cumprir um contrato onde o benefício parecia unilateral e abusivo.
Esse sentimento de desgaste, de falta de reconhecimento e de propósito acontece com muitos profissionais. Se você sente que sua marca pessoal está enfraquecida e que seu trabalho não tem a visibilidade que merece, precisa olhar para o seu posicionamento.
Isso é um fato. E, imagine você que mesmo trabalhando com marcas durante toda minha vida, esqueci de prestar atenção na minha e me fazer a seguinte pergunta: Minha marca pessoal está comunicando quem você realmente sou? Não estava.
Não sei se você está passando por isso ou se já se perguntou alguma vez. Mas se a resposta for “não” ou “não sei”, talvez seja hora de olhar para sua jornada profissional com mais carinho. Isso mexe tanto comigo que até criei o Terapia da Marca, justamente para guiar empreendedores e profissionais no ponto de bloqueio da sua performance e que justamente nos torna invisível. Porque ninguém pode valorizar aquilo que não consegue enxergar.
A Melhor Fantasia Que Já Vesti: Liberdade
Em 2019, ao sair daquela redação, fiz uma promessa a mim mesma: nunca mais sacrificaria minha vida sem receber vida de volta.
Hoje, sirvo ao que acredito, sou reconhecida por isso e, finalmente, posso vestir a melhor fantasia de todas: a liberdade de ser valorizada pelo que realmente sou.
E decidi contar esse recorte da minha história aqui para inspirar você que, assim como eu, quer ser feliz, sabe? Posso te garantir que a sua marca, seja pessoal numa carreira corporativa, ou empreendendo seu negócio, tem força, originalidade, desejo e autenticidade suficiente para não merece ficar invisível.
E sobre o Terapia da Marca, se você quiser saber mais, é um dos produtos que criei no meu hub de educação para quem sente que seu trabalho não está sendo reconhecido, que sua marca pessoal está enfraquecida ou que sua comunicação não traduz seu real valor. São várias ferramentas para colocar em movimento e ser o primeiro passo para uma comunicação que fortalece quem você é e para conhecer é só clicar aqui na página do Terapia da Marca.
Vou aproveitar e te convidar para as aulas (que chamo de conversas) semanais gratuitas que comecei ao vivo lá no canal no youtube, com chat aberto pra falarmos sobre a Sua Marca. Toda semana eu abordo um tema importante para construção de marca e proponho um desafio que da pra ser feito na hora e se for durante ao vivo posso ajudar ainda mais. Ah, importante! Só vai valer a pena para quem quer construir marca com alma e estratégia.
Não baste ser Marca, Tem que marcar 😉
Com carinho, Tathi Marceli